Ao romper do dia

Ao romper do dia – pequeno almoço na varanda

Ao romper do dia, nada como um pequeno-almoço na varanda. É sábado!

Acordei às 05:34, era noite. Muitas coisas já foram feitas. Estou a viver dias contra-natura. Dias diferentes, às avessas em relação ao meu relógio biológico.

Sim, eu sou daquelas pessoas que acredito que cada um tem o seu relógio biológico, isto é o seu ciclo natural de sono, que difere de pessoa para pessoa. É essencial conseguir adequar as rotinas do dia-a-dia de cada um com o ritmo biológico, o ritmo natural do seu próprio organismo pois dessa forma, a disposição, o funcionamento cerebral e a saúde em geral, irão agradecer. Não é bom contrariar a natureza e a cada dia que passa, mais provas temos disso mesmo a muitos níveis.

Não obstante, estou a viver uma fase em que não me é de todo possível ter dias normais, com horários decentes. Como resultado, há momentos em que me assemelho certamente a um(a) zombie.

Adiante… A minha intenção era escrever sobre o meu pequeno-almoço na varanda, neste dia de sábado do mês de Novembro, fresco e cheio de sol.

Às 07:30 eu – com a minha gata a rondar as minhas pernas – fomos para a varanda, à qual normalmente me refiro como ‘esplanada sul’. Estava a romper o dia.

Tomei pequeno almoço e em seguida, fui buscar um café expresso e um cigarro. A minha gata, de nome Bambina, andava entretida pelo telhado. Aproveitei para tirar uma foto.

Que agradável: o sol a aquecer-me a face e uma leve e fresca aragem a afagar-me o rosto. Em frente, na minha direção mas mais ao longe, outra senhora madrugadora, surgiu na sua pequena varanda.

Sei que olhou para mim. Passado uns momentos, seguiu o exemplo: chavena de café expresso numa mão e cigarro na outra. A única diferença é que ficou a tomá-lo de pé. Eu não! Estava confortavelmente sentada, de pernas estendidas a apanhar os primeiros raios de sol, chávena de café sobre o meu lado esquerdo, cigarros e isqueiro à direita. Saboreava descontraídamente o meu primeiro cigarro do dia.

Que belo instante! Foi uma ideia feliz ter decidido estar um pouco ao ar livre, a ouvir o chilrear dos passarinhos e a observar a ginástica matinal da minha gata, quando em vão, ela ensaiava diversas tentativas e esquemas para apanhar os passaritos mais atrevidos que se mais se aproximassem dela. Que ‘show’!

Agora é tempo de prosseguir! Hoje é dia de azáfama, não de descanso. A vida muda, e nós  humanos, temos a capacidade de nos adaptar às mudanças, a muitas mudanças, mesmo áquelas que não queremos, não desejamos e que viveríamos muito melhor sem elas.

O meu pai por vezes, tinha o hábito de dizer: “O sargento mandou marchar, não mandou chover!”

É isso mesmo: vou marchar!

.

Deixe o seu comentário